DISPLASIA DO DESENVOLVIMENTO DO QUADRIL

A luxação congênita do quadril ocorre por má formação da articulação do quadril da criança na qual a cabeça do fêmur não articula perfeitamente com o acetábulo ou encaixe na bacia.

            O grau de frouxidão ou instabilidade varia entre as crianças portadoras desta anormalidade. Em algumas crianças ocorre apenas uma instabilidade do encaixe entre o osso da coxa e o acetábulo mas em outras a cabeça do fêmur pode estar completamente fora da articulação normal. A frouxidão ligamentar pode piorar com o crescimento e à medida que a criança fica mais ativa.

            Todos os pediatras devem realizar o exame dos quadris nos recém-nascidos e na primeira consulta até 1 mês. Quando é detectada qualquer alteração no recém-nascido ou até 1 mês de idade a correção é mais simples e com resultado excelente. Mas se o quadril não estiver deslocado no recém-nascido a detecção é mais difícil e somente será percebida quando a criança começar a caminhar e neste ponto o tratamento é mais difícil e com resultados mais reservados.

            Se não for tratada adequadamente a Luxação Congênita do Quadril pode levar a dor e osteoartrose precoce na idade adulta. Normalmente provoca uma diferença de comprimento dos membros inferiores e uma “marcha de pato” com diminuição da agilidade. Se tratada com sucesso, e quanto antes melhor, as crianças recuperam a função normal do quadril. Contudo, mesmo com tratamento apropriado, e especialmente nas crianças com mais de 2 anos de idade, pode-se desenvolver a deformidade ou a osteoartrite do quadril precocemente.

CAUSAS

A displasia tende a ser mais comum nas mesmas famílias. Geralmente afeta mais o quadril esquerdo e é predominante em meninas, primogênitos e bebês com apresentação pélvica ou que nascem sentados.

SINTOMAS

Alguns bebês com quadril deslocado não mostram nenhuma alteração do exame físico.

Relate ao seu pediatra se o seu bebê tiver:

            1- pernas de comprimento diferentes

            2- assimetria das pregas cutâneas

            3- menor mobilidade ou flexibilidade de um quadril em relação ao outro

            4- claudicação, andar como “pato” ou rotação interna de um pé maior que o outro.

Se o pediatra ou ortopedista tiver qualquer dúvida do diagnóstico serão necessários exames de imagem para elucidação.

Dr. Roberto Ranzini

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